O que é, o que é?
Como é que se explica o amor quando ele é busca e não certeza? Que nome se dá a ele quando a curiosidade supera o equilíbrio das perguntas respondidas, e os dias tornam-se um punhado de vais e de vens? Qual dos sentimentos, que me respondam os deuses ou os homens, tem doses de sim e de não, passeia entre o querer e o negar e, mesmo assim, transmite a segurança que é o ninar entre os cantos da vida?
– Não sei o que pode ser, mas, suspeito, é eterno.
– Não sei o que pode ser, mas, suspeito, é eterno.

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